O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) realizou, na última terça-feira (12/05), uma plenária virtual com os trabalhadores do Itaú. A atividade reuniu bancários e dirigentes do SindBancários para tratar das pautas da base que serão levadas às próximas etapas da construção coletiva da Campanha Nacional dos Bancários.
Na ocasião, o representante dos trabalhadores do Rio Grande do Sul na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Eduardo Munhoz, apresentou os pontos que foram discutidos e aprovados recentemente com o Banco, como a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs), que tratam sobre o ponto eletrônico, teletrabalho, validação do ponto, Programa Complementar de Resultados (PCR) e bolsas de estudo.
“O texto traz um debate sobre ética no uso de tecnologias nas relações de trabalho, um tema estratégico diante do avanço dos sistemas digitais e de monitoramento. E nós também avançamos em relação ao PCR que foi reajustado no índice de 6,25%, pagando um valor dentro da segunda faixa do Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE), no valor de R$ 4.096,00, além das 5500 bolsas para graduação e pós-graduação”, acrescentou Eduardo Munhoz.
Retorno sobre as metas
Entre as pautas apresentadas também está a questão do Programa Gera, que vem sendo discutido com o Banco, onde foram cobrados esclarecimentos sobre as alterações no modelo de avaliação. Questões como falhas no sistema de contestação de metas, desaparecimento de produções já registradas e o excesso de controles paralelos, fatores que têm impactado os processos de trabalho também estão sendo debatidos com o Itaú.
Além disso, os trabalhadores falaram sobre as questões relacionadas ao acompanhamento com a área de Recursos Humanos (RH), que não tem sido realizada de forma adequada. “Inicialmente, nos informaram que os consultores de RH teriam sido retirados do processo, no entanto, o Banco esclareceu que esses profissionais continuam participando, porém fora do comitê de avaliação”, salientou Munhoz.
Saúde dos trabalhadores ativos e inativos
Durante a plenária, uma das pautas mais discutidas entre os bancários foi em relação à saúde dos trabalhadores e o plano de saúde. Conforme relatos, o Banco tem dificultado o afastamento dos funcionários, submetendo-os a avaliações, rejeitando atestados e exigindo que os trabalhadores adoecidos continuem trabalhando. “Nós já denunciamos essa prática irregular ao Banco e estamos estudando medidas judiciais cabíveis em relação a isso”, afirmou Eduardo Munhoz.
Os presentes na plenária trouxeram grandes preocupações com o plano de saúde para os aposentados, em virtude dos valores elevados após a aposentadoria, o que dificulta a manutenção do mesmo. O diretor do SindBancários, Sandro Rodrigues, sugeriu a apresentação de uma moção na etapa estadual sobre a pauta. “Nós podemos apresentar uma moção ou algum outro documento na Conferência Estadual do Itaú, sobre a manutenção do plano de saúde para os aposentados do Itaú, pois tem sido inviável manter após a aposentadoria”, destacou.
Fechamento de agências e desemprego
Outro ponto abordado foi em relação ao fechamento de agências e demissões, que acabam prejudicando, além dos bancários, o atendimento à população e aos beneficiários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que são vinculados às agências do Itaú.
Proposta de CCV
A proposta de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) apresentada pelo Itaú também foi debatida entre os presentes. Apesar da CVV ser uma ferramenta interessante para os bancários, e de trazer alguns avanços como manter a taxa do crédito imobiliário para os demitidos e plano de saúde em casos graves à critério do Banco, ela também possui caráter de quitação total e irrevogável.
Jornalista/Fonte
Daniele Brito / SindBancários